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Curitiba, 25 de novembro de 2017
 
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Data: 25/03/2014 - 19:19:52

Palácio Rio Branco será reinaugurado nesta quinta-feira

  • A fachada e seus elementos decorativos foram revitalizados com reparos e uma nova pintura. Para se chegar à cor amarela da parte externa, uma equipe de restauração de obras de arte da Albatroz fez um trabalho de prospecção, que é a retirada com bisturi das camadas de tinta para se chegar à original. (Foto – Anderson Tozato/CMC)
  • Antes do restauro, era visível a degradação do prédio. ( Foto - Anderson Tozato/CMC)
  • Problemas estruturais provocaram rachaduras em todo o prédio. (Foto – Anderson Tozato/CMC)
  • Para conter o problema, logo no início da restauração foram criados anéis metálicos – um no térreo, outro nas tribunas e o terceiro, no telhado – que agora envolvem o edifício. (Foto – Anderson Tozato/CMC)
  • Todo o mobiliário das bancadas dos vereadores, da tribuna e da mesa diretora foi substituído. (Foto – Anderson Tozato/CMC)
  • As bancadas têm novos microfones interligados ao painel de votação. (Foto – Anderson Tozato/CMC)
  • Todas as cortinas, que estavam bastante danificadas, foram trocadas. (Foto – Anderson Tozato/CMC)
  • Atrás da mesa diretora fica o painel de votação, que pode ser visto de vários ângulos, especialmente das galerias, de onde a população pode acompanhar as sessões. (Foto – Anderson Tozato/CMC)

O Palácio Rio Branco, edificação de arquitetura eclética que abrigou inúmeras decisões políticas para Curitiba e o Paraná, será reinaugurado nesta quinta-feira (27), em uma sessão solene, às 20h, para apresentar à cidade a sede do Legislativo e comemorar os 321 anos da capital. O prédio foi fechado em outubro de 2010 para um restauro estrutural e passou por mudanças que preservaram características arquitetônicas e resgataram alguns elementos perdidos. Houve também a adaptação das atuais tecnologias, para que pudesse continuar a abrigar as sessões plenárias da Câmara de Curitiba.

“Estamos devolvendo este prédio para o povo de Curitiba. A principal Casa do Legislativo Municipal passou por uma grande obra de restauração, totalmente necessária, porque o edifício estava se deteriorando. Agora, o Palácio Rio Branco volta a ter a imagem que a nossa Curitiba merece”, disse o presidente da Câmara, Paulo Salamuni (PV). Em todo este processo de restauração foi gasto R$ 1.280.951,78 (inicialmente foi contratado o valor de R$ 858.967,12 e houve um aditivo posterior de R$ 421.984,66). Não foi contratada a restauração das pinturas das paredes internas. Já para a infraestrutura interna, foram investidos R$ 950.500,00.

O prédio foi tombado pelo governo do Estado em 1978, pelo seu valor histórico e cultural. “Acompanhamos o desenvolvimento do projeto, fizemos sua aprovação e acompanhamos a execução”, disse a arquiteta Rosina Parchen, coordenadora do Patrimônio do Estado. O projeto foi realizado pela empresa Arquibrasil. Já a execução da consolidação e restauração estrutural para estabilizar o imóvel e parte da restauração interna foi feita pela Albatroz Arquitetura, Construção e Restauro Ltda. “Todos os elementos que fazem parte da história da Câmara foram preservados. No projeto existem medidas corretivas e preventivas, além da reconstituição dos assoalhos”, disse a arquiteta Jussara Valentini, da Arquibrasil.

A obra foi necessária porque o Palácio Rio Branco foi erguido com alvenaria estrutural, que consiste em edificar o prédio com paredes grossas, de aproximadamente um metro de espessura, sem o uso de fundações. A movimentação do solo, principalmente devido ao intenso tráfego de veículos na região, fez com que aparecessem grandes rachaduras. Para conter o problema, logo no início da restauração foram criados anéis metálicos – um no térreo, outro nas tribunas e o terceiro, no telhado – que agora envolvem o edifício. As intervenções foram realizadas por meio de processo licitatório, com acompanhamento da prefeitura, via Secretaria Municipal de Obras Públicas (SMOP).

Infraestrutura interna

O restauro iniciou em 2010 e terminou em 2012. No entanto, foi necessário contratar serviços de mobiliário, som, filmagem, entre outros detalhes para a realização das sessões plenárias. As cortinas, danificadas com o tempo, precisaram ser trocadas, tendo sido mantido o modelo anterior. Todo o mobiliário das bancadas dos vereadores, da tribuna e da mesa diretora foi substituído. Um novo sistema de áudio e votação eletrônica foi acoplado a estas bancadas e integrado a um painel eletrônico. O público poderá acompanhar o andamento das votações por este painel, que é visto de vários ângulos do plenário e das galerias, em uma estrutura que fica atrás da mesa diretora. A transmissão das sessões plenárias poderá ser acompanhada, ao vivo, pela internet, no site da Câmara (www.cmc.pr.gov.br).
Para isto, o plenário histórico agora conta com cinco câmeras digitais, sendo três delas modelo PTZ HD, controladas por joystick, para acompanhar em detalhe o trabalho dos vereadores, e outras duas, colocadas em pontos opostos do plenário (atrás da Mesa Diretora, por exemplo), para tomadas mais abrangentes. (confira matéria).

Telhado restaurado

O telhado original estava comprometido pela ação do tempo. As telhas foram trocadas por novas, do mesmo tipo. “Parte da estrutura antiga também foi refeita. Foi substituído somente o que estava ruim, como ripas e caibros. Este tipo de obra tem madeiras de dimensões muito grandes, chegando a 25 centímetros de espessura por 12 metros de cumprimento. Não se usa mais este tipo de estrutura pesada, mas mantivemos este madeiramento grosso que segura o telhado, que é do século XIX”, detalhou o diretor da Albatroz, Claudio Forte Maiolino, que é arquiteto e professor universitário na área de conservação. Segundo ele, há também uma parte do telhado que está ligada ao forro de estuque, aonde há pinturas originais. “Não se pode substituí-la nunca, porque se perde o forro”, ressaltou. Além disso, toda a instalação elétrica e hidráulica do palácio foi refeita.

Piso com desenhos originais

O piso, que estava coberto por carpetes vermelhos, recebeu assoalho de madeira garapeira. Nos corredores laterais e na tribuna foi mantido o desenho original. “O assoalho do plenário foi feito como era o original. Os desenhos dos pisos dos corredores laterais e da tribuna não existiam mais e os autores do projeto fizeram uma pesquisa e resgataram a forma antiga”, lembrou Maiolino. “Tive a informação de que os pisos foram trocados em uma obra de 1991. Por sorte, o carpinteiro que retirou o assoalho anterior desenhou os modelos antigos e eu tive acesso a estes desenhos, guardados pelo IPPUC”, contou a arquiteta Jussara.

Escadarias

Na escadaria centenária de madeira que leva às galerias, foi feito nivelamento, consolidação e reforço na estrutura, além de tratamento contra insetos. Já a externa, teve todo o revestimento de mármore trocado. Nas galerias, foi montado um mini museu que remonta um gabinete parlamentar, com móveis antigos preservados pela Casa.

Portas e esquadrias

As portas e esquadrias de madeira foram restauradas. Algumas janelas do subsolo foram refeitas, outras revisadas e todos os vidros comprometidos foram substituídos. No entanto, o palácio ainda reserva alguns originais, que mostram imperfeições típicas de uma execução artesanal. A restauração do subsolo, após a retirada de biombos que dividiam as salas aonde eram realizadas as reuniões das comissões da Casa, revelou os arcos de sustentação do prédio.

Pintura

A fachada e seus elementos decorativos foram revitalizados com reparos e uma nova pintura. Para se chegar à cor amarela da parte externa, uma equipe de restauração de obras de arte da Albatroz fez um trabalho de prospecção, que é a retirada com bisturi das camadas de tinta para se chegar à original. As definições de tons foram conduzidas com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura. “A definição da cor do prédio nasce desta prospecção. As tintas eram a cal, eram cores muito pastéis”, relatou Maiolino. Foram encontradas camadas de amarelo, azul e cinza, mas, originalmente, de acordo com o arquiteto, no século XIX todas as edificações eram brancas. “Entre estas cores foi percebido um predomínio do amarelo”, complementou.

Segurança

Todo este processo de restauro, para ser preservado, deve agora obedecer algumas regras de segurança. “A recomendação é de receber, no máximo, 250 pessoas. Em 1880, não passavam de 50 a 100 pessoas que iam ao palácio. Hoje, para discutir os interesses da cidade, podem entrar mais de mil. Mas há uma recomendação de limite dentro das normas de segurança. Há também o problema de concentração. A carga deve estar sempre distribuída, sem aglomerações”, alertou o arquiteto Maiolino.

História

Inicialmente denominado Palácio do Congresso, o edifício histórico abrigou a Assembleia Legislativa do Paraná. Sua construção foi na última década do século XIX, por ocasião da Proclamação da República. Na Era Vargas, quando os Legislativos foram fechados, foi sede do Conselho Deliberativo do Estado. O espaço foi cedido à Câmara Municipal de Curitiba em 1957. A instalação definitiva ocorreu em 1963, com a mudança do nome para Palácio Rio Branco.

Facebook da Câmara Municipal
Em comemoração aos 321 anos da cidade, o Legislativo lançou nesta semana mais duas ferramentas de comunicação da Câmara de Curitiba. Visite a nossa nova página oficial no Facebook (www.facebook.com/CamaraCuritiba) e confira também fotos novas e antigas do Palácio Rio Branco no Flickr (www.flickr.com/photos/camaracuritiba). Lembrando que todo o conteúdo está na internet, em www.cmc.pr.gov.br, e no Twitter, www.twitter.com/camaracuritiba. 

Confira matéria sobre a sessão solene de abertura do Palácio Rio Branco:
Solene reabre Palácio Rio Branco, sede da Câmara de Curitiba




 
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