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Curitiba, 24 de junho de 2017
 
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Data: 14/02/2017 - 18:45:13

Indagado por vereadoras, Estado
diz que Casa da Mulher continua

  • Com 50 participantes, reunião pública debateu a realização de seminário no dia 8 de março e projetos que combatam a violência contra mulheres. (Foto: Chico Camargo/CMC)
  • “É um compromisso do mandato trazer os movimentos sociais para dentro da Câmara Municipal”, assegurou Maria Leticia. (Foto: Chico Camargo/CMC)
  • Alaerte Martins, da Rede de Mulheres Negras, pediu atenção das pessoas na reunião para a urgência de convocar conferências locais sobre Saúde da Mulher. “A Nacional será em agosto”, alertou. (Foto: Chico Camargo/CMC)
  • Com 50 participantes, reunião pública debateu a realização de seminário no dia 8 de março e projetos que combatam a violência contra mulheres. (Foto: Chico Camargo/CMC)
  • Coordena do Programa de Equidade de Gênero da Itaipu Binacional, Maria Helena Guarezzi lembrou que Curitiba está sem Plano Municipal da Mulher. “As resoluções da última conferência deveriam embasar o seminário”, sugeriu. (Foto: Chico Camargo/CMC)
  • Marise Felix, do Mães Pela Diversidade, cobrou que as iniciativas contemplem também as mulheres trans e as mulheres lésbicas. “Elas são barradas na porta”, criticou. (Foto: Chico Camargo/CMC)
  • Eneida Desiree Salgado, docente no curso de direito da UFPR, sugeriu que o seminário tenha um painel sobre violência política contra as mulheres. “No dia 8 de março, temos que unir esforços para dar visibilidade”, pediu. (Foto: Chico Camargo/CMC)
  • Ponto da linha Interhospitais no IML, telefones de todas as operadoras na Casa da Mulher, lavanderia pública. Essas e outras sugestões foram feitas por Sandra Lia Barwinski, da Comissão de Estudos de Violência de Gênero da OAB-PR. (Foto: Chico Camargo/CMC)
  • Débora Castro, da União Brasileira de Mulheres, sugeriu datas para a realização do seminário sobre violência contra a mulher e reforçou o convite para o ato internacional do dia 8 de março. (Foto: Chico Camargo/CMC)
  • A coordenadora estadual de Política da Mulher, Terezinha Ramos, disse que “na Casa da Mulher Brasileira e no Conselho Municipal dos Direitos da Mulher ninguém mexe”. (Foto: Chico Camargo/CMC)
Nesta terça-feira (14), durante reunião pública na Câmara de Curitiba, a coordenadora estadual de Política da Mulher, Terezinha Ramos, disse que “na Casa da Mulher Brasileira e no Conselho Municipal dos Direitos da Mulher ninguém mexe”. Foi uma resposta a comentários feitos no início do encontro, organizado pela vereadora Maria Leticia (PV), que reuniu 50 pessoas no auditório do Anexo II para debater projetos de lei que combatam a violência contra a mulher.

Clique aqui para conferir a íntegra do debate. 

Responsável pelo acompanhamento dessas políticas na Secretaria Estadual da Família e do Desenvolvimento Social. Terezinha Ramos, além de dizer que essas ações serão mantidas, disse que a Prefeitura de Curitiba “voltará a conversar com os movimentos sociais”. Sobre a manutenção da Secretaria Extraordinária da Mulher ela não se manifestou, mas disse que “a construção ainda é possível, talvez não neste momento”.

A Casa da Mulher Brasileira, inaugurada em junho de 2016, fica na avenida Paraná, 870, no bairro Cabral. É um espaço que reúne a Delegacia da Mulher, Defensoria Pública, Juizado da Violência Doméstica, Ministério Público, Patrulha Maria da Penha e serviços de suporte psicológico e de assistência social.

Com a decisão do atual prefeito, Rafael Greca, de não nomear alguém para a Secretaria Municipal Extraordinária da Mulher, representantes dos movimentos sociais questionavam se as obrigações de Curitiba com o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres seriam mantidas. No início da reunião, a vereadora Professora Josete (PT) foi uma das pessoas que formulou esse questionamento.

Portas abertas
Autora de vários projetos de lei rotulados como polêmicos pela imprensa local, a vereadora Maria Leticia disse ter organizado a reunião com dois objetivos. Ela queria recolher opiniões sobre as proposições que, por exemplo, multam quem passar cantadas na rua, dão prioridade às mulheres agredidas na obtenção de empregos, ou garantem a elas transporte público gratuito em Curitiba durante a vigência das medidas protetivas. Também desejava planejar um seminário, com toda a bancada feminina e movimentos sociais, no mês de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher.

Além de Josete, as vereadoras Fabiane Rosa (PSDC) e Katia Dittrich (SD) também estiveram na atividade, participando do seu início. Elas relataram experiências pessoais que associam à violência contra a mulher e se dispuseram a apoiar iniciativas que combatam a violência contra a mulher. Goura (PDT), Osias Moraes (PRB) e Marcos Vieira (PDT) enviaram representantes.

Diversos movimentos sociais estiveram presentes, como a União Brasileira de Mulheres, Rede de Mulheres Negras, Coletivo de Jornalistas Nísia Floresta, Mães Pela Diversidade, Rede Feminista de Saúde, Fórum Popular de Mulheres, Mais Mulheres no Direito, as comissões de Estudo de Violência de Gênero e de Apoio às Vítimas de Violência da Ordem dos Advogados no Paraná, além de representantes da Secretaria Municipal de Recursos Humanos, da Defensoria Pública, da Itaipu Binacional e docentes dos cursos de direito da UFPR e da Unibrasil. “A partir de hoje, quero reafirmar que a Câmara de Vereadores está aberta às mulheres e vai ser assim enquanto eu estiver no mandato”, disse Maria Leticia.

8 de Março
Durante a reunião pública, a realização de uma paralisação internacional de mulheres no próximo dia 8 de março foi citada diversas vezes. A iniciativa reúne grupos feministas em 30 países, como o Ni Una Menos (em português “nem uma a menos”), na Argentina. A intenção das vereadoras era utilizar o evento de hoje para planejar um seminário na Câmara Municipal sobre violência contra as mulheres, mas com o dia 8 reservado para a atividade, e outras agendas no Legislativo para a véspera, 7 de março, decidiu-se que a organização continuará sendo feita pela internet. “Vamos buscar o consenso”, disse Maria Leticia.


Texto:   José Lazaro Jr.
Revisão:   Michelle Stival da Rocha
 
Reprodução do texto autorizada mediante citação da Câmara Municipal de Curitiba.


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