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Curitiba, 20 de julho de 2018
 
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Data: 28/05/2018 - 14:42:03

Secretária da Saúde: UPA CIC
deve reabrir até final de junho

  • Após a apresentação do relatório, a secretária municipal da Saúde, Márcia Cecília Huçulak, respondeu questionamentos dos vereadores. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Líder da oposição, Noemia Rocha perguntou sobre reabertura da UPA CIC e contratação de servidores, dentre outros assuntos. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Líder do prefeito, Pier Petruzziello defendeu que “a UPA CIC só não abriu antes porque o Ministério Público [do Paraná] não deixou”. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Mauro Ignácio comentou, dentre outros itens, sobre a procura das UPAs por pacientes sem urgência. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Marcos Vieira também falou sobre a procura das UPAs, em vez de unidades básicas. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Segundo Goura, profissionais dos CAPs e usuários pedem mais investimentos e são contra a unificação desses equipamentos. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Já para Ezequias Barros, “parece que o vereador Goura tem perseguição” com as comunidades terapêuticas. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
“Se não tiver mais nenhum atraso, na segunda quinzena de junho a gente estará com a UPA [Unidade de Pronto Atendimento] aberta na CIC”, afirmou, durante audiência pública na Câmara de Vereadores nesta segunda-feira (28), a secretária municipal da Saúde, Márcia Cecília Huçulak. Segundo a gestora do Sistema Único de Saúde (SUS) em Curitiba, em abril foram qualificadas oito organizações sociais (OSs). Dessas, quatro seguiram para a etapa seguinte e apresentaram propostas, mas uma foi desqualificada e recorreu. “Não vai ganhar, a gente já sabe, não tinha as certidões. Mas daí [o trâmite] entrou em prazo recursal”, completou.

>> Espera por especialista cai em Curitiba, afirma secretária da Saúde

Os apontamentos sobre a retomada do atendimento no equipamento público foram apresentados, ao longo da audiência de prestação de contas, pelos vereadores Mauro Ignácio (PSB), Noemia Rocha (PMDB), Pier Petruzziello (PTB) e Zezinho Sabará (PDT). “A UPA CIC só não abriu antes porque o Ministério Público [do Paraná] não deixou. É importante que se registre isso, porque o esforço que Secretaria da Saúde tem feito para abrir a UPA CIC tem sido surreal. Precisamos deixar claro para que a população saiba o que está acontecendo”, declarou Petruzziello, líder do prefeito na Casa, sobre a ação civil púbica protocolada em novembro de 2017 pela Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública.

Além da reabertura do equipamento da CIC, os vereadores apresentaram à secretária outras perguntas referentes ao funcionamento das UPAs. Na classificação de risco dos pacientes, de acordo com o relatório de prestação de contas, das 357.959 triagens realizadas no primeiro quadrimestre, 296.523 foram classificados com a cor verde, conforme o protocolo de Manchester – ou seja, pouco urgentes, que poderiam ser atendidos na atenção básica. A Ignácio, por exemplo, Márcia Huçulak disse que foi realizada no ano passado uma campanha para orientar a população sobre a procura da unidade de pronto atendimento apenas em situações de emergência, mas que é “difícil mudar a cabeça da população”.

“Estamos vivendo a sociedade do aqui e do agora. As pessoas não planejam, não querem esperar. Às vezes têm pouca sensibilidade. Estão vendo uma pessoa passando mal, mas não querem esperar. Estamos vendo [planejando] um vídeo novo, orientando sobre o papel da UPA”, acrescentou. “A hora que entra um paciente com uma crise respiratória grave, é prioridade. Aumentar os médicos nessas unidades não vai resolver o problema. A Unidade de Pronto Atendimento tem o papel de estabilização do paciente, não é para fazer consulta.”

A Marcos Vieira (PDT), a secretária confirmou que a falta de médicos em unidades básicas de saúde (UBSs) de algumas regiões da cidade, em que segundo ela os profissionais não querem atuar, como na Vila Osternack, no bairro Sítio Cercado, “leva pessoas às UPAs”. “A gente tem monitorado isso”, declarou Márcia Huçulak. Ela também disse ao vereador que o tempo médio de espera por um leito hospitalar “era de 24 horas. Caímos [diminuímos] no começo do ano, estamos com com 14 horas, 12 horas”. Outros casos, completou, são estabilizados na UPA, e de lá o paciente tem alta. “O objetivo é fortalecer cada vez mais a atenção primária”, complementou.

Contratação de servidores
A Noemia Rocha, a gestora do SUS em Curitiba negou que servidores da pasta atuem em desvio de função. Sobre relatos que a vereadora diz receber da categoria, de sobrecarga no trabalho, Márcia Huçulak argumentou que muitos têm uma ou mais atividades além do cargo na administração municipal, o que causaria, em sua avaliação, esse cansaço. À líder da oposição no Legislativo e também a Mauro Ignácio, ela completou que foram chamados 100 profissionais, sendo 40 médicos, 40 técnicos de enfermagem e 20 enfermeiros. “Até meados de julho, o mais tardar, estarão em atividade”, indicou. “São as categorias de concurso aberto e estamos discutindo junto ao RH a avaliação de abertura de concurso a outras categorias.”

À Professora Josete (PT), a secretária da Saúde afirmou que a Prefeitura de Curitiba possui 656 médicos nas 111 unidades básicas. E também voltou a falar sobre a reestruturação dos equipamentos que terão as equipes de saúde da família (ESF). Sobre os servidores que atualmente atuam nesses locais, ela disse que “o profissional será consultado. Ninguém vai tirá-lo de lá. Mas vai abrir mão do incentivo [gratificação devido ao programa]. O problema é que são profissionais que não querem sair da zona de conforto”.

A titular da pasta defendeu que a proposta de redistribuição dessas equipes, conforme o Índice de Vulnerabilidade das Áreas de Abrangência das Unidades Básicas de Saúde (Ivab), foi aprovada no Conselho Municipal de Saúde. “Temos uma proposta clara. Não queremos acabar com nada, destruir nada, muito pelo contrário. Somos profissionais de carreira. Estamos procurando levar à população atenção adequada a todos”, apontou. “O médico que assume não vai lá na Vila Osternack. Hoje na Vila Osternack, dando o exemplo, posso citar outros, tenho quatro médicos de residência.”

Felipe Braga Côrtes (PSD) havia pedido à secretária uma reunião para uma “explicação mais coesa” sobre a redistribuição dessas equipes. As informações recebidas, avaliou ele, são “conflituosas”. “Sei que está havendo uma série de confusões. A gente sabe que não é verdade, e essas fake news atrapalham. No caso da [unidade] Ouvidor Pardinho, que trabalha com o pessoal da terceira idade, será atingida?”, completou Julieta Reis (DEM). De acordo com Márcia, esse equipamento é de baixa vulnerabilidade, conforme o Ivab, e não contará mais com a equipe. “Queremos que ela volte a ser uma referência no atendimento ao idoso”, acrescentou a representante do Executivo.

CAPs e comunidades terapêuticas

Comentários de Goura (PDT) sobre a unificação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), CAPs-AD (álcool e drogas) e CAPs-TM (transtorno mental) e a destinação de recursos às comunidades terapêuticas geraram polêmica. Segundo o vereador, que discutiu o tema em evento na Câmara, na última sexta-feira (25), “profissionais da rede e usuários pediram o fortalecimento dos CAPs, orçamentário inclusive, para que não haja essa fusão, o CAPs híbrido”. “Houve o pedido também que se houver orçamento às comunidades terapêuticas, muitas delas de caráter religioso, que sejam respeitados critérios técnicos”, continuou ele.

Mas para Márcia Huçulak, “há um grupo [de profissionais da rede] que é contra porque é contra. Não há acordo com eles”. Ainda segundo ela, “nossos CAPs têm que melhorar muito. O que nós encontramos é uma situação que não vou tolerar”. A secretária relatou situações de falta de planos terapêuticos e casos sendo comunicados aos conselhos de classe, como de “terapeuta ocupacional que vai tomar cerveja” com paciente em tratamento. Ela avaliou que “há muita manipulação” e criticou quando os profissionais levam os usuários, em tratamento por transtorno mental ou dependência química, a uma audiência pública sobre o tema. Sobre as comunidades terapêuticas, disse que “vamos acompanhar o que for a diretriz nacional”.

Segundo Osias Moraes (PRB), “as comunidades terapêuticas não recebem verba se não tiver um critério”. Ezequias Barros (PRP) defendeu que não possui comunidade terapêutica e que “parece que o vereador Goura tem perseguição”. Ele também argumentou que o poder público pode “fazer mais” pelas comunidades. “Se gasta muito nos CAPs, muitas vezes nessas condições que a senhora comentou”, avaliou. Goura, por sua vez, negou perseguir propostas da bancada evangélica. “Defendo o Estado laico, a laicidade, e meu questionamento foi técnico”, disse. “O Estado é laico, o cidadão não”, rebateu Barros. Já Professora Josete (PT) fez um desagravo “em relação aos servidores que atuam nos CAPs e também aos usuários. A gente não pode generalizar”. A reestruturação dos CAPs está na etapa de capacitação dos profissionais e deve ser colocada em prática no segundo semestre.

Outros assuntos
Ao vereador Helio Wirbiski (PPS), a secretária da Saúde declarou que a liberação de emendas da Câmara de Curitiba à pasta, coletivas e individuais, está sendo discutida junto à Secretaria do Governo. Ela apontou, no entanto, a liberação de verbas estaduais, como para a construção da unidade Umbará II, que havia sido questionada por Mauro Bobaro (Pode), e a reforma de 14 UBSs. Sobre a implantação de uma unidade básica no bairro Jardim das Américas, disse a Wirbiski que falta resolver legalmente a transferência do terreno.

Surgiram, durante a audiência pública, outros temas, como mortalidade infantil, vacinação contra a gripe, auditorias, mobilização nacional dos caminhoneiros, o Maio Amarelo e políticas de atendimento a grupos específicos, como aos autistas. Também participaram do debate os vereadores Geovane Fernandes (PTB), Jairo Marcelino (PSD), Maria Manfron (PP) e Professor Silberto (PMDB).


Texto:   Fernanda Foggiato
Revisão:   Pedritta Marihá Garcia
 
Reprodução do texto autorizada mediante citação da Câmara Municipal de Curitiba.


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