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Curitiba, 20 de julho de 2018
 
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Data: 04/06/2018 - 17:48:04

Comissão quer implantar medidas
de sustentabilidade na Câmara

  • A adoção de ações de sustentabilidade nos prédios da Câmara Municipal foram discutidas na tarde desta segunda-feira pela Comissão de Meio Ambiente. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Fabiane Rosa disse que é necessário deixar uma “semente plantada” na Câmara pela comissão. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Fabrício Braga contou sobre a experiência do grupo Ecos no Sesc Paraná. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Rodrigo Rossalen, diretor de Planejamento do Fecomércio, explicou que é necessário criar um grupo de trabalho com voluntários que se sensibilizem pela causa. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
A Comissão de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Metropolitanos deve apresentar ao presidente da Câmara de Curitiba, Serginho do Posto (PSDB), na próxima semana, um plano com medidas de sustentabilidade para o Legislativo. O colegiado reuniu-se na tarde desta segunda-feira (4) para discutir o assunto com o grupo Ecos – uma equipe intersetorial composta por integrantes do Sesc, Fecomércio e outras instituições que adota estratégias e ações para que o ambiente corporativo seja menos impactante para o meio ambiente.   

“A ideia é que a nossa comissão apresente algumas práticas sustentáveis, como a implantação de um sistema de processo legislativo totalmente eletrônico e o incentivo ao uso da escada”, explicou a presidente Fabiane Rosa (PSDC). Goura (PDT), que teve a iniciativa de convidar o Ecos para a reunião, apresentou uma minuta com algumas ações. “Sugeri que fechemos esta minuta até a próxima sexta-feira [8], tenhamos um documento pronto para assinarmos na segunda e entregarmos em plenário. Que possamos fazer uma pressão positiva para que muitas sugestões saiam do papel e sejam efetivamente implantadas aqui na Câmara”, frisou.

O coordenador do projeto Ecos no Paraná, Fabrício Braga, do Sesc, falou sobre as ações que eles desenvolvem e se colocou à disposição da Câmara para ajudar. Segundo ele, é necessário sempre pensar em um tripé de sustentabilidade, que equilibre as dimensões ambiental, social e a econômico-financeira. “Sempre, em qualquer ação, é preciso pensar pensar nestas três dimensões.”

Na campanha iniciada em 2014, dentro dos prédios do Sesc no Paraná todo, foi sugerido, por exemplo, reduzir o consumo de materiais como papel e copos descartáveis de café, a “sexta sem elevador” (para que funcionários utilizassem mais as escadas evitando assim o consumo de energia), e a coleta de resíduos especiais, como lixo eletrônico, pilhas e baterias.

Felipe Braga Côrtes pediu que o grupo mantivesse contato com a Câmara para que auxiliasse na proposição de leis. “Acho que vocês têm muita coisa legal para conectar com a gente aqui. Temos uns projetos de logística reversa, vocês podem contribuir.” Colpani frisou a necessidade de conscientizar os funcionários da Casa para utilizar somente duas folhas de papel para secar as mãos nos banheiros (como já é feito), além de comedimento no uso de copos plásticos. “Temos que pensar nas nossas obrigações para deixar um mundo melhor, pensar nos nossos filhos, nos nossos netos”, concluiu Fabiane Rosa.

Mudanças na Câmara
Na minuta apresentada por Goura, foram enumeradas algumas ações que podem ser aplicadas nos prédios do Legislativo. Como aplicação imediata sugere a substituição de copos descartáveis de café nas sessões plenárias por xícaras e copos de vidro; a retirada dos copos descartáveis dos corredores; e a substituição dos copos plásticos descartáveis por copos de papel nas audiências públicas. Também a adoção de procedimentos administrativos em processos totalmente digitais.

Com relação à água, o conserto de vazamentos e infiltrações. Para economizar energia, a substituição de lâmpadas incandescentes e fluorescentes por led's, o incentivo ao uso da escada, além de campanhas de conscientização sobre a importância de se apagar a luz e desligar equipamentos eletrônicos ao sair.

O lixo deverá ser separado em três categorias: compostáveis (cascas de frutas, restos de alimentos, materiais orgânicos); recicláveis (plástico, vidro, papel, latinhas); e rejeitos (adesivos, papel higiênico, materiais que não são compostáveis nem recicláveis). A coleta dos resíduos especiais, como pilhas, baterias e lâmpadas pode ser feita em parceria com a Associação do Ecocidadão.

Ainda como ação imediata foi citada a melhoria do paraciclo em frente ao Anexo 1 para dar mais segurança e, em médio prazo, a criação de um bicicletário.

Em longo prazo, poderão ser substituídas as válvulas de descarga por modelo de fluxo reduzido nos banheiros, além da construção de um sistema de captação da água da chuva, o investimento em novas formas de produção de energia e a redução da frota oficial.

O diretor de planejamento e gestão da Fecomércio, Rodrigo Rossalen, sugeriu a formação de um grupo de servidores que gostem do tema para dar início ao projeto. “O primeiro passo é instituir esse grupo, a gente se disponibiliza a ajudar”, garantiu.

Projetos em pauta
No início da reunião, o colegiado aprovou dois projetos relacionados ao meio ambiente que tramitam na Câmara. Um deles inclui bitucas de cigarro e de qualquer produto fumígeno na lei municipal 13.509.2010, que trata da logística reversa (005.00123.2017), de iniciativa de Noemia Rocha (MDB). “De fundamental relevância, pois contribui com a limpeza urbana”, afirmou o relator, Colpani. O outro institui em Curitiba o mês Dezembro Verde, dedicado a ações educativas e de reflexão sobre o abandono de animais (005.00375.2017), de Fabiane Rosa.


Texto:   Michelle Stival da Rocha
Revisão:   Filipi Oliveira
 
Reprodução do texto autorizada mediante citação da Câmara Municipal de Curitiba.


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