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Curitiba, 15 de novembro de 2019
 
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Data: 10/09/2019 - 17:52:47

Sugeridas ações para mobilidade
urbana inclusiva às mulheres

  • Debate na Câmara reuniu sociedade para discutir mobilidade urbana inclusiva às mulheres. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Evento foi promovido pela Comissão de Direitos Humanos do Legislativo. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Durante o evento, foi elaborada uma dinâmica colaborativa, em que grupos temáticos debateram temas como políticas públicas, comportamento, mobilidade e infraestrutura. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • “É preciso assumir que as mulheres usam a cidade como forma diferente dos homens. E que transitamos pelos espaços com uma lógica específica”, disse Maria Leticia. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • A administração municipal tem buscado casar os planos setoriais da cidades aos objetivos de desenvolvimento sustentável elencados pela ONU, afirmou Miguel Roguski. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Para Ananda Puchta, a educação e ações punitivas a agressores são necessárias para se tornar as cidades mais seguras. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • “As ruas não foram feitas por nós nem para nós”, criticou a arquiteta Laís Leão. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • “Que não sejamos somente um nome que nos usam. Pensar em sororidade, cooperação”, acrescentou Lenice Bodstein. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
Tornar a mobilidade urbana mais segura para as mulheres. Com este objetivo, a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) realizou, nesta terça-feira (10), audiência pública para discutir soluções às demandas femininas para segurança e inclusão. O evento foi promovido pela Comissão de Direitos Humanos, Segurança Pública e Defesa da Cidadania. A presidente do colegiado, Maria Leticia Fagundes (PV), destacou que o medo e a insegurança impedem muitas vezes a livre locomoção. “As cidades não foram projetadas por e para mulheres, que sofrem com a falta de sensibilidade de perspectiva de gênero”, disse.

A íntegra da audiência pode ser conferida no YouTube. Mais fotos estão disponíveis no Flickr.

Durante o evento, que reuniu população, representantes do poder público e da sociedade civil organizada, foi elaborada uma dinâmica colaborativa, em que grupos temáticos debateram assuntos como políticas públicas, comportamento, mobilidade e infraestrutura. A intenção, segundo explicou Maria Leticia, é usar as ideias apresentadas pelos participantes para a elaboração de projetos de leis, intervenções urbanas ou criação de materiais gráficos e audiovisuais.

Entre as ideias elencadas pelos participantes estão iniciativas para capacitação das mulheres, especialmente de ativistas comunitárias, assim como a regulamentação de conselhos comunitários. Também se apontou para melhorias nas condições de iluminação de ciclovias e ciclofaixas, sugerindo-se ainda projetos para uso de energia motora captada nas ciclovias na iluminação. Outro ponto levantado foi o fortalecimento de medidas educativas como forma de desenvolver a empatia, especialmente dos homens em relação às mulheres, com a construção de conteúdos midiáticos pedagógicos.

Segundo Maria Leticia, é necessário atentar à melhora da qualidade de vida das pessoas. “É preciso assumir que as mulheres usam a cidade como forma diferente dos homens. E que transitamos pelos espaços com uma lógica específica, porque combinamos funções de trabalho e o cuidado com a casa e filhos”, frisou. “Bom gestor é aquele que faz boa calçada pra gente andar, boa ciclovia pra gente usar”, complementou.

Para Miguel Roguski, responsável pela coordenação de revisão do Plano Diretor de Curitiba, aprovado pela Câmara em 2015 e elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), afirmou que a administração municipal tem buscado casar os planos setoriais da cidade aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável elencados pela ONU (veja mais). “Temos como indicadores violência, assédio nos ônibus. Quando olhamos o sistema [de transporte coletivo], olhamos não apenas questões de qualidade, mas também de segurança”, citando uma das preocupações do Município.

De acordo com a presidente da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB-PR, Ananda Puchta, a educação e ações punitivas a agressores são fundamentais para tornar as cidades mais seguras. “Na utilização do transporte coletivo, a importunação sexual é algo recorrente, não só os casos de masturbações, de se passar a mão. São casos que devemos levar à denúncia e também ao desenvolvimento de campanhas, conscientizar os homens e dizer que sanções existem”, pontuou.

A representatividade das mulheres, tanto nos espaços de poder e decisão, quanto no planejamento de ideias inovadoras para os espaços urbanos, foram temas levantados pela arquiteta Laís Leão. “As ruas não foram feitas por nós nem para nós. Temos em Curitiba exemplos claros, em que nunca se teve uma presidente mulher no Ippuc, nem uma prefeita e, dos 38 vereadores, apenas 8 são mulheres”, contestou. “Precisamos de mais mulheres em processos eletivos, nos preparar, há cursinhos [no TRE] para isso. Que não sejamos somente um nome que nos usam. Pensar em sororidade, cooperação”, acrescentou a desembargadora do Tribunal de Justiça do Paraná, Lenice Bodstein.

Também participaram do debate os vereadores Professora Josete (PT) e Oscalino do Povo (Pode), além da ativista do ciclismo, Silmara do Vale, a integrante da Comissão da Mulher Advogada e da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-PR, Emma Roberta, da fundadora da Bicicletaria Cultura, Patrícia Valverde. A Comissão de Direitos Humanos é formada por Maria Leticia Fagundes, presidente, Herivelto Oliveira (PPS), vice, Beto Moraes (PSDB), Geovane Fernandes (PTB) e Zezinho Sabará (PDT).


Texto:   Claudia Krüger
Revisão:   Filipi Oliveira
 
Reprodução do texto autorizada mediante citação da Câmara Municipal de Curitiba.


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