Dataprom participa de mais um contrato com a Urbs, apura CPI

por Márcio Silva publicado 29/08/2013 00h00, última modificação 13/07/2020 12h17
 Dataprom participa de mais um contrato com a Urbs, apura CPI

Valdemir Soares diz ter ficado surpreso com a participação da Dataprom em outro contrato da Urbs. (Foto – Rafaella Luvizotto)

Uma planilha do sistema de controle de contratos ativos, oriundos de processos licitatórios da Urbanização de Curitiba (Urbs) e do Fundo de Urbanização de Curitiba (Fuc) foi aberta para conhecimento dos vereadores Valdemir Soares (PRB) e Chicarelli em continuação à diligência na Urbs nesta tarde (29). A atividade iniciou pela manhã, com a participação dos demais integrantes da CPI do Transporte Coletivo da Câmara de Curitiba. Os dois parlamentares se debruçaram sobre os 63 volumes do processo de licitação do transporte coletivo e do contrato do Sistema Integrado de Monitoramento, com valor final de R$ 37 milhões. Aditivos, renovação de garantia, discussão da tarifa foram disponibilizados, menos os documentos de operacional e de fiscalização.
    
No contrato final de licitação do Sistema Integrado de Monitoramento, do qual os  palm tops (PDAs) fazem parte, foi constatada a participação da empresa Dataprom, que também atua no sistema de bilhetagem. Valdemir Soares se surpreendeu com a informação. “Minha surpresa é saber que a Dataprom faz parte deste outro consórcio. Se esta empresa impõe o valor sobre o serviço de bilhetagem, nada impede de estar fazendo isto em outros serviços prestados, que acabam incidindo na tarifa. É isto o que queremos descobrir”, afirmou Valdemir Soares.
    
De acordo com documento, a Dataprom tem 22,5% de participação no consórcio e teria como atribuição o fornecimento e instalação de circuito fechado de tv e parte das obras civis.
    
Foram solicitadas vistas de 13 contratos para análise. Entretanto, todos os dados disponibilizados correspondem ao período com início em 2011, e não desde 2006, como queria Soares, vice-relator da Comissão, o que gerou um contratempo.
    
O presidente da Urbs, Roberto Gregório, solicitou que o pedido fosse  formalizado por escrito e que não haveria possibilidade de disponibilizar os contratos desde 2006 no momento, pois não foram digitalizados. “Não há equipe para fazer esse trabalho,” afirmou Gregório.
    
Valdemir Soares redigiu manualmente um requerimento para ter acesso, dentro do prazo protocolar, que é de 20 dias, aos contratos físicos vigentes desde 2006. O objetivo, segundo o vereador, é analisar a participação de determinadas empresas,  baseado no contrato de maior valor, para confrontar com informações já disponibilizadas na internet. “Já pontuei 70 detalhamentos”.
    
Além do contrato de licitação do transporte coletivo, interessam à CPI outras informações “relacionadas a gastos e serviços reembolsados pelo Fuc”, como afirma Chicareli. O vereador disse ainda que vai focar nos preços e pedir vistas de contratos específicos.

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