Quociente baixo fez desta a eleição mais "fácil" do século

por Fernanda Foggiato — publicado 12/05/2020 02h18, última modificação 12/05/2020 02h18

A quantidade de votos que cada chapa de vereadores precisou obter nas urnas para ganhar a vaga, nesta eleição, foi a mais baixa desde o pleito de 2000. Apesar do aumento de 9,9% no número de eleitores nos últimos quatro anos, que chegou a 1.289.217 pessoas, o porcentual de votos inválidos (105 mil nulos e 91 mil em branco) derrubou o quociente eleitoral para 22.082.

Em 2000 e 2004, o quociente rondou os 24 mil votos. Em 2008, na eleição mais concorrida deste século, a marca era 25,9 mil. Em 2012, o quociente foi de 23,9 mil. Contudo, ainda que tenha sido mais “fácil” na calculadora, foi uma das mais disputada nas ruas: 1.132 nomes deferidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). A conjugação de menos votos “disponíveis” e muitos interessados resultou na queda da votação nominal e de legenda.

“Menos” legenda
Os votos em legenda em 2016 ficaram em 63.799, contra 81.529 em 2012 e 138.676 em 2008. Com novas regras em jogo após a reforma eleitoral aprovada em 2015, partidos como o Psol haviam pedido que seus eleitores escolhessem um candidato, ao invés de votar na legenda. Para preencher a vaga, o vereador teria que ter conquistado pelo menos 10% do quociente eleitoral – em Curitiba, 2.208 votos.