Notas de sessão plenária de 4 de maio

por *Notícia elaborada pela estudante de Jornalismo Isabela Miranda, especial para a CMC. — publicado 05/05/2020 00h24, última modificação 05/05/2020 00h24
Colaboradores: Fernanda Foggiato, Pedritta Marihá Garcia
Reprodução do texto autorizada mediante citação da Câmara Municipal de Curitiba.
Prazo para emendas
Começou o prazo de três sessões consecutivas para o protocolo de emendas à mensagem do Executivo que pretende remanejar R$ 48,7 milhões para o Instituto Curitiba de Saúde (ICS), por meio de crédito adicional especial (013.00001.2020). A matéria foi admitida pela Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização na última terça-feira (28).

Minuto de Silêncio I
A Câmara Municipal de Curitiba observou, por proposição dos vereadores Cristiano Santos (PV) e Herivelto Oliveira (Cidadania), instantes de silêncio em memória de Maria Francisca Klosenski, conhecida como “Chica, a rainha do futebol paranaense”, que faleceu no último domingo (03) aos 67 anos, vítima de câncer. Ex-funcionária da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Chica trabalhou por 47 anos com futebol e era conhecida entre os clubes e jornalistas da capital. “Gostaria de deixar minha solidariedade e saudade à Francisca, [pois] trabalhei com ela durante um tempo”, lamentou Oliveira. * 

Minuto de Silêncio II
“A Chica por mais de vinte anos trabalhou nos principais estádios [como] Arena da Baixada, Couto Pereira, Pinheirão e Vila Capanema credenciando os profissionais da imprensa”, recordou Cristiano Santos, se referindo a ela como “uma figura muito marcante” do futebol paranaense. Também receberam homenagens póstumas na sessão: Lauro Tadeu Pansardi, Milton Luiz Ciappina, Ivens Foutoura e Roberto Severino de Castro. *
 
Transporte escolar 
Herivelto Oliveira (Cidadania) comentou sobre manifestação a categoria do transporte escolar de Curitiba, no último sábado (2), que reuniu cerca de 300 motoristas de vans. Segundo ele, a concentração ocorreu no MON e a pauta é contra o pagamento de taxas que são recolhidas pela Urbs. “Eles dependem do dinheiro dos pais dos alunos para seu sustento. As escolas estão paradas. As municipais estarão fechadas até agosto, pelo menos. Eles não têm renda”. O vereador informa que a Urbs, ao invés de cancelar as taxas durante a crise causada pela pandemia do coronavírus, conforme solicitado pelos motoristas, está parcelando o pagamento. “Não há sensibilidade”. 

Agressões a jornalistas 
“[As pessoas] podem defender o presidente que quiserem defender, as ideias do presidente que quiserem defender, mas elas têm que ter respeito pela imprensa. A imprensa é a base hoje de informação do mundo, informação confiável, precisa. Se existe fakenews, não é imprensa”. O repúdio foi manifestado no plenário virtual por Herivelto Oliveira (Cidadania), que também é jornalista, diante das agressões feitas por manifestantes contra o um repórter cinematográfico da RIC TV, no sábado (2) em Curitiba, e também contra jornalistas do jornal Estado de São Paulo, neste domingo (3) em Brasília (DF). 

Resgate animal
Katia Dittrich reclamou do atendimento da Central 156 sobre quem solicita o serviço de resgate animal. “As pessoas falam que ao atendente diz que a prefeitura não tem carrocinha, não resgata animais. Eu não sei se eles recebem algum tipo de orientação ou não. Mas esse mal atendimento [faz com que] o animal vá à óbito”. A vereadora explicou que já apresentou um pedido de informações a respeito do assunto e reforçou que a população está “descrente” sobre o atendimento que recebe.

Estiagem 
Dalton Borba (PDT) informou aos pares que vai pedir regime de urgência ao projeto de lei de sua autoria que proíbe lavar calçada com água potável (005.00010.2020), que tramita na Câmara Municipal de Curitiba desde 5 de fevereiro. O parlamentar reclamou do uso abusivo da água pelas pessoas em tempos de estiagem, quando existem famílias que não tem água para lavar as mãos para se proteger do coronavírus. “Não é uma questão partidária, não é uma questão ideológica. Enviei um pedido aos vereadores [pedindo apoio para a urgência]”. Para que o pedido seja enviado para deliberação do plenário, são necessários pelo menos 13 assinaturas no requerimento. 

Desrespeito
Professora Josete (PT) mais uma vez lamentou a postura do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que “desrespeita as orientações do Ministério da Saúde de distanciamento social” e participou de mais uma manifestação pública em Brasília (DF) neste domingo (3), classificada por ela como “antidemocrática”. Para ela, o ato de ontem é um “grave risco” para a democracia brasileira.
 
Testes de covid-19
Em pedido informações oficiais à Prefeitura de Curitiba, Professor Euler (PSD) questiona a quantidade de testes diários para o diagnóstico do novo coronavírus (Sars-CoV-2) feitos pela rede municipal de saúde, desde que o procedimento passou a ser realizado (062.00231.2020). O vereador também quer saber o número de testes realizados, no mesmo período, por laboratórios particulares. “Muitos munícipes estão reclamando da dificuldade de conseguirem realizar testes para a covid-19, apesar de apresentarem sintomas claros da doença”, justifica.

Regularização fundiária
De Serginho do Posto (DEM), a Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab-CT) receberá pedido de informações oficiais sobre a regularização fundiária do loteamento Jardim Florianópolis (062.00229.2020). “Qual o valor do contrato de prestação de serviços de assessoria da Cohab para regularizar e aprovar o loteamento Jardim Florianópolis? Qual o nome da empresa à qual a Cohab prestou assessoria?”, indaga. O vereador requer ainda cópias do processo administrativo e do contrato com a empresa.

Liderança de bancada
Requerimento da bancada formada pelos partidos Solidariedade e Patriota indica Geovane Fernandes como líder e Cacá Pereira, vice-líder (042.00028.2020). Ambos são do Patriota, que também reúne Alex Rato. O Solidariedade possui uma cadeira na CMC, da vereadora Katia Dittrich.

Transporte
O vereador Professor Euler (PSD) sugeriu ao Executivo que as empresas de transporte de passageiros por fretamento sejam autorizadas a atuar provisoriamente no transporte coletivo, desde que sigam todas as normas e recomendações de saúde (203.00127.2020). A ideia é estabelecer um preço máximo a ser cobrado de cada passageiro e que as empresas possam atuar em horários específicos, principalmente durante os de pico. Euler justifica que as empresas estão sem renda por causa da pandemia da covid-19 e a medida ajudaria tanto a gerar lucro, como evitar aglomerações nos ônibus da capital.