Aprovada Semana de Conscientização da Doença Celíaca

por Fernanda Foggiato — publicado 13/05/2020 16h25, última modificação 01/06/2020 23h27 Reprodução do texto autorizada mediante citação da Câmara Municipal de Curitiba.
Aprovada Semana de Conscientização da Doença Celíaca

De iniciativa do vereador Bruno Pessuti, a proposta de lei também reconhece Curitiba como a capital dos celíacos. (Foto: Carlos Costa/CMC)

Em sessão remota nesta quarta-feira (13), a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) acatou projeto de lei para instituir a Semana de Conscientização da Doença Celíaca, em maio. A aprovação em primeiro turno foi unânime, com 30 votos (005.00172.2019). A proposta, que também reconhece Curitiba como a capital dos celíacos, é do vereador Bruno Pessuti (Pode).

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As atividades de conscientização à doença autoimune, cuja reação imunológica à ingestão de glúten causa uma inflamação que pode danificar o revestimento do intestino delgado, ocorreriam anualmente, na semana de 16 de maio – Dia Internacional do Celíaco. A ideia é iluminar prédios da administração municipal com a cor verde.

Segundo Pessuti, a doença celíaca, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) atinge cerca de 1% da população mundial, pode provocar diarreia, perda de peso, anemia e até câncer. O autor destacou as atividades da Associação dos Celíacos do Paraná (Acelpar), fundada em 1998, como a divulgação de receitas. “Lembrando que nos nossos Armazéns da Família já há o fornecimento de alimentos a essas pessoas”, apontou. “É importante que a gente consiga fazer com que mais informações cheguem às pessoas.”

Herivelto Oliveira (Cidadania) relatou que a esposa teve o diagnóstico de doença celíaca ha 20 anos. “É uma alergia, na verdade, à proteína do trigo, que provoca uma descamação na parede do estômago. Pode levar a doenças mais graves, até à morte”, afirmou. É basicamente tratada, explicou, “com a alimentação correta”. “Você tem que cortar 100% da proteína do trigo.”

Dentre as dificuldades enfrentadas, o vereador apontou o custo da dieta diferenciada, “até quatro ou cinco vezes mais cara”, já que muitos produtos são importados. Para Oliveira, a indústria nacional, além de restaurantes e padarias locais, poderiam produzir mais para os celíacos. “É importante também que os donos de restaurantes se conscientizem, com cardápios específicos. Claro que depende da livre iniciativa de cada um”, concordou Pessuti.

No debate da proposta de lei, Pier Petruzziello (PTB) falou sobre projeto de sua iniciativa, “em articulação com o Executivo”, que amplia o rol de produtos vendidos nos Armazéns da Família (005.00236.2019, com o substitutivo 031.00019.2020). “Já está quase pronto para apto para votar [em plenário]. Cuidar da alimentação das pessoas é cuidar das pessoas”, declarou. Mauro Bobato (Pode) também se manifestou em apoio à matéria.